sábado, 5 de janeiro de 2008

Tristeza

Pouca coisa adianta fazer quando se está triste. Quando o mundo pesa sobre os seus ombros com toneladas, quando você se sente aquele trapo, porque acha que nada dá certo...Parece até mensagem de livro de auto-ajuda, mas isso acontece mesmo... É real.
Tristeza é sutil como brisa, de repente se sente, de repente ela está ali instalada. O que resta é senti-la, não há mais nada que se possa fazer.
Nessas horas assim, de uma nostalgia profunda, o que me move mesmo é a música.
Pouca coisa se adequa, algumas canções de dor de cotovelo, mas eu estou sempre procurando coisas novas. Coisas que me deixem mais triste ainda, ou que me tragam um gosto bom de algo maravilhoso que estava ali e agora não está mais.
Uma coisa que eu gosto muito de fazer também é de ler cartas. Cartas antigas, de amigos, cartas que me dizem tanto...Cartas saudosas, cartas que me fazem chorar. Pedacinhos de papel impregnados de sentimentos bons, de afeto, do mais puro, do mais real.
Tenho um amigo que sempre me escrevia e sinto saudades desse tempo. Escrever pra mim é respirar fundo, é aspirar vida, expirar dor.
Ele não é muito de dar conselhos, mas um dia ele me disse:

Sábias palavras estas, e de relê-las me lembro o quanto as coisas mudaram, o quanto podem mudar, mas que a tristeza é a mesma e que sempre continua.

3 comentários:

Tom Correia disse...

Ilmaralina,

espero que alguma coisa boa possa ter sido aproveitada por você, diante de tanta presunção imperativa de minha parte. Estou envergonhado de tanto cabotinismo, mas acredito ter me curado dessa doença chamada arrogância...

Grande beijo.

Tom

p.s. o nome do meu advogado é Thales Pan Chacon

Snow disse...

Eis a sementinha que cresceu em terra fértil!
Virei molhá-la vez em quando.
Abraços!

Anastácia Izolita disse...

Hei, consigo ver a mim mesma em seus textos, em seu sentimento exposto no papel....e eu que pensava que so eu tinha o dom de escrever o que é triste...

Gostei muito do seu trabalho...passarei a ser seguidora do seu blog.

Abraços e sucesso!