segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Nuances












Teu olho me olha sozinho

Me molha, me pede, recusa

e fere


Teu olho é espinho e

mancha

Meu sentimento perdido

que nunca te alcança


Teu olho me adivinha

Inteira e seduz

É asa quebrada

De sonho e delírio


Teu olho me chora

Me faz pequenina

Teu olho é amor e

despedida

Minha eterna sina.

3 comentários:

Anônimo disse...

Belíssimo poema minha flor!!
Espero te ver amanhã na ruy,
beijos saudosos!

Gilciene disse...

Não sei se existe completude, mas ela se faz presente em mim quando a poesia me toca. E como é nu seu poema (como ele permite o sentir das mãos, das almas!), pude ver sua alma dorida, seu apelo, seu penar... Lindo, pungente e tênue foi o seu toque em mim!!!!

Anônimo disse...

...essa é uma das mais bonitas...acho que é minha preferida! continue escrevendo...siga seu dom!
bjossss