Uma mulher em estado puro de sensibilidade. Uma mãe. Uma cantora. Uma intérprete. Uma emoção pulsante. Uma pergunta sem resposta. Seriam necessárias palavras, metáforas e infindas construções para de longe conseguir chegar perto de uma definição para Elis. Ela morreu quando eu ainda era pequena, não tive a oportunidade de acompanhar a sua carreira, de vê-la cantar na TV, de comprar seus discos ou de ir a um show. Ainda assim, quando a ouço sinto uma proximidade inexplicável, pois a sua música me toca profundamente, me identifico com aquela mulher que sentia tudo intensamente e que exalava pela voz e pelos poros os seus sentires, sua liberdade, sua maneira única de ver as coisas. Elis era uma pessoa especial, grande demais para caber no espaço físico de um mundo limitante e avesso a sentires como o nosso. E que grande mulher era! E que grande esforço fazia! E como doía viver! Um dia não coube mais, não quis mais doer. E assim como tantas outras estrelas que caem sobre nós, Elis deixou o rastro de sua luminosidade e de sua música. E continua brilhando até hoje. No mundo, na música. Continua brilhando para sempre em meu coração.
Mostrando postagens com marcador Elis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Elis. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Assinar:
Postagens (Atom)

