
Enquanto existas
Enquanto existas, detrás das coisas. |
|
Enquanto nada me encha o peito |
|
Enquanto eu pressinta que és e que te chamas |
|
Seguirei assim, como venho sendo, |

Enquanto existas
Enquanto existas, detrás das coisas. |
|
Enquanto nada me encha o peito |
|
Enquanto eu pressinta que és e que te chamas |
|
Seguirei assim, como venho sendo, |

Agora tudo o que mais me fascina
É lembrar-me do teu corpo de menina
Inteiro, sereno, perfeito e voraz...
Lembrar-me de tua pele nua, branca
Minha, sua....
Do teu corpo inteiro e de todo o desejo
Que a tua boca me traz
Lembrar-me dos beijos roubados,
Abraços trocados, carícias profundas...
Sentir o gosto do teu sal em minha boca
E toda a paz que meu peito inunda.
Poema escrito em agosto de 2005.


"No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida..." Vinícius de Moraes
Te ver é sempre um acontecimento
Um encontro
Um afeto, um desejo,
Um bom presságio.
Te ver é relembrar
Redescobrir,
Reencontrar-me comigo mesma
Numa viagem de infância e alegria.
Te ver é sentir frescor de juventude
No leve passeio de tuas mãos
Nas minhas.
Te ver é antever o amor,
Passear pelo discreto sabor
Que ele tem, que ele dá,
Te ver é respirar
Aliviada depois de longo tempo
Sem ar.
Te ver é bom e faz bem
Deixa o meu dia com paz
Com luz e com toda a leveza
Que a só a tua presença contém.


Passarinho ao contrário, fotografia retirada da internet.
Eu me comovo a cada dia com o teu amor. Com o teu braço forte a estender-me a mão. Com a tua proteção, teu desvelo, teu carinho. Tens assim a delicadeza de um passarinho e a força de um samurai. És meu irmão, amigo, filho, pai. És um escudo bravio onde me escondo de mim e do mundo. E parece assim tão absurdo, imaginar que um dia a distância era tanta e tão pouca. Mas não tínhamos olhos para ver-nos. E vida, louca que é, tratou de pôr umas vírgulas na história. Não sei bem se estava certa, a vida. Sei apenas que a tua presença me convida a permanecer de pé, por mais difícil que seja a jornada. Teu olhar me diz mil coisas em silêncio, coisas que tento entender e não consigo. E na força do que chamo de amigo, eu encontro amor que nunca vi igual. E deixa um riso frouxo na cara, saber que se é assim amada. Não importa que nome tenha ou onde esteja, a imponência de sua nobreza, me diz que é de verdade e nunca acaba. Para sempre um dia pareceu-me impossível, hoje é certeza plena. Quem de longe vê, entende, sente, questiona. Este amor que vento nenhum desmorona, pois é de rocha, de vida, de morte. É de semente, de vento, de sul e de norte. É de Clara, claridade. De filha, de mãe, de tenra idade. Este amor é nosso, transborda por todos os cantos e tem o nome da eternidade.

Seu sorriso repousa
Em minha janela e
Deixa leve perfume
De miosótis nela
Tua delicadeza é fina
Pétala de flor
Voando leve
À brisa de uma tarde
De verão.
Tua alma lilás
Recita poesias mudas
Em meu coração
E um encontro se faz
Tua ternura de menina
Me dá a mão e me
Roubas sorrisos
Me traz versos de improviso
Disfarça a minha solidão....
Salvador,02 de fevereiro de 2010