sábado, 26 de julho de 2008

Encravado

The Beethoven frieze, Klimt


Seu amor é como unha encravada
Arranco, aparo, sangro
Estanco e cicatrizo...

Mas não tem jeito,
Como um ciclo,
Seu amor encrava.

Cresce colado á carne
Rompe, machuca e arde

E ainda que seja estirpado...

sempre volta a doer...

sempre volta a doer...


5 comentários:

Ewerton Martins Ribeiro disse...

Olá, Ilmaralina. Obrigado pela visita! Eu, no campo da poesia, não sou nem "pretenso"... rs... não é tanto a minha praia como a prosa. Mas você, ao exemplo da Mila F. (www.tomandoumcafeemplutao.blogspot.com) escreve versos com paixão. Indentifiquei-me bastante com "Encravado", por motivos particulares. Gostei muito! Um abraço!

°camila° disse...

gosto do jeito que você expressa, a sua paixão nisso, não só neste que comento,nessa angústia do ciclo, essa associação visual que você faz com o que escreve é interessante...
um beijo!

Josué disse...

tuas palavras me encanta.
bjs

Josué disse...

tuas palavras me encata

Rafa(eu) disse...

adorei.