terça-feira, 5 de abril de 2011
Saudade
sábado, 12 de março de 2011
Solidão
terça-feira, 1 de março de 2011
Recomeçar
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Sofrimento
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Oco de Mim

Queria trazer-te um poema,
um poema pequeno,
que te contasse em silêncio
o tamanho da minha saudade
Mas neste oco de mim, nada cabe.
As palavras não ficam e escorregam
por entre as lágrimas,
por entre os sonhos,
por entre as pernas
e caem no chão.
Neste oco de mim
só cabe
a cor esmaecida
de uma tentativa.
Neste oco de mim só
cabe o gosto amargo,
o nó na garganta
de um castelo de areia, lindo,
que as ondas levaram
e não trazem mais.
Neste oco de mim só
há espaço para a dor
que é amplidão
Não há cortinas de fumaça, máscaras,
falsas palavras...
Apenas eu, treva
silêncio e solidão.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Permanência

Parece que é só você
que ousa atravessar esse sem-fim
que me separa de mim, do
mundo, do que é tangível.
Inatingível e isolada nos
confins do meu entendimento
Solícita ao meu próprio tormento
procuro encontrar as chaves.
E agora, nem mais o amor explica a continuidade...
Mas é só pelo amor que eu ainda estou aqui
E é só pelo amor que você ainda está ai.
*Poema escrito em setembro de 2010, modificado em novembro de 2010.
A flor e o asfalto

Depois de muito tempo uma flor amarela nasceu no asfalto em frente a minha rua. Da janela vejo a flor, de haste muito fina, firme a contorcer-se em meio à brisa leve. Quase desprendida, mas leve.
Depois de muito tempo a flor compreendeu a solidão dos asfaltos e a rigidez do tempo. Da janela vejo a flor, resiliente, a se ferir com as pedrinhas que a cercam.
Toda vida é banhada por sofrimentos, toda flor um dia nasce no asfalto.
Da janela vejo a minha vida que se reconfigura em flores, asfaltos, espaços vazios e esboços de solidão. É assim que a gente cresce, é a assim que a gente escreve com carvão e cinzas a nossa própria história. Sem esquecer que da flor também emana perfume e é preciso estar atento para senti-lo, para senti-la.




